Hélyda Dias Tavares, Advogado

Hélyda Dias Tavares

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Sobre mim

Advogada atuante na área de direito civil e empresarial, com ênfase em contratos
Na esfera judicial, a atuação desta profissional está alicerçada na elaboração de trabalhos técnicos consistentes, na adequada utilização dos meios e recursos legais pertinentes e, igual importância, no acompanhamento proativo e diário de cada processo sob seu patrocínio. A excelência dos serviços prestados fica por conta do comprometimento em oferecer sempre o melhor serviço, na exata medida das necessidades de cada cliente.

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É um ramo do direito que lida com conflitos de consumo e com a defesa dos direitos dos consumidor...

Direito do Trabalho, 33%

Conjunto de normas jurídicas que regem as relações entre empregados e empregadores, são os direit...

Direito Processual Civil, 33%

É o conjunto de princípios e normas jurídicas que regem a solução de conflitos de interesses por ...

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Nadir Tarabori, Advogado
Nadir Tarabori
Comentário · há 7 anos
Infelizmente a advocacia mudou muito.

Quando me formei, em 1981, já no terceiro ano, acompanhado por mais dois colegas de faculdade, tiramos nossa carteira de estagiários e constituímos uma empresa de assessoria extrajudicial.

Ao passar do tempo, chegamos a contratar um advogado para podermos expandir os serviços que a empresa de assessoria prestava.

Enfim, depois de formados, continuamos com a empresa e cada um de nós se especializou em uma determinada área.

Com o tempo, cada qual seguiu seu próprio caminho.

No entanto, reconheço que o que possibilitou este início de sucesso profissional foi o fato de que não dependíamos do escritório para viver. Tínhamos uma retaguarda financeira.

Mesmo assim, já cobrávamos consulta.

Ser estagiário na época era penoso. Não era como é hoje, onde o estagiários tem salário e registo em carteira. Praticamente, o estagiário mal recebia o dinheiro da locomoção. Era um investimento para quem pretendesse seguir a carreira.

O tempo passou, proliferam faculdade de direito no país inteiro inflacionando a profissão. O mercado de trabalho não conseguia absorver o número advogados existentes, que sequer se lançaram e algum aprimoramento do tipo mestrado ou doutorado.

Quando me formei o profissão era respeitada. Chamavam-nos de doutor, mesmo sem título, com respeito.

Hoje é bem capaz de alguém dizer: - sou advogado e obter uma resposta do tipo GRANDE MERDA.

Não foi a falta de união entre a classe que fomentou a cultura do 0800. Foi o próprio excesso de profissionais sem o mínimo necessário para conquistar sua fatia de mercado. Foi a falta de especialização, foi o famoso "clínico geral".

Antigamente o recém formado tinha duas opções para se dar bem. Ou papai deixava um escritório formado com um certeira de clientes respeitável ou se inscrevia como dativo do Tribunal do Júri para fazer seu nome conhecido, sem negligenciar o aperfeiçoamento de seus conhecimentos voltado a uma determinada área.

Não é preciso ter união para ter dignidade profissional. Não é preciso uma tabela da OAB para SUGERIR valores mínimos. É necessário conhecimento e aperfeiçoamento.

Facilitou-se, em governos anteriores, a entrada na faculdade de quem não tinha condições intelectuais de ser universitário.

Banalizou-se a profissão, entre tantas outras. Criou-se o chamado povo culto, mas morrendo de fome pela falta de postos de trabalho.

Criaram inúmeras vagas sem que o mercado pudesse absorver àquele que se formou.

A culpa não é do 0800.

A peneira profissional quem faz é o próprio mercado. Por isso sou da opinião que o exame de ordem não qualifica o profissional. Basta ver o enorme número de "profissionais" despreparados, mas com habilitação profissional.

O problema não é cobrar ou não consulta. O problema está não falta de preparo profissional para cobrar a consulta, a ponto do eventual cliente sair confiante e satisfeito.

A maioria confunde consulta com ouvir o problema do potencial cliente, quando na verdade não é isso.

Primeiro é necessário saber o que é e como se dá uma consulta.

O 0800 nada mais é do que o lamentável grito de socorro daqueles que não se especializaram e não se diferenciaram. Facilitaram, ao máximo, o ingresso ao ensino superior por mera especulação política, sem preparar o mercado para absorver esse enorme número de ex universitários.

Por outro lado, trabalhar pelo sucesso da causa é a consequência do excesso de "profissionais" no mercado.

Essa cultura de trabalhar pelo sucesso é um dos maiores pontos negativos.

O trabalho do advogado é de meio e não de fim.

O cliente deve pagar para ser representado juridicamente, independentemente do resultado.

Quem trabalha pelo resultado a profissão.

Advogado não vive de consulta ou de resultados. Vive pelo seu conhecimento técnico diferenciado.

Abraços.
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Bruno De Mari, Advogado
Bruno De Mari
Comentário · há 7 anos
Doutores!

Costumo ser muito reservado, inciante na advocacia e acho que este é um dos meus 5 ou 6 comentários em qualquer tipo de rede social, mas não posso deixar passar esta oportunidade.

Eu estava com um texto pronto para ser publicado aqui, exatamente no mesmo sentido, mas a pertinência da reportagem, e o senhor disse tudo, doutor.

O presente da advocacia é realmente desanimador e o futuro é simplesmente desesperador e lamentável.

É triste ver como a nossa nobre atividade, que até certo tempo atrás, tinha mérito comparável à medicina, sem desmerecer outras atividades, hoje encontra-se tomada por advogados que à utilizam para fazer "bico".

Sim, a "advocacia bico", ou seja, o Uber que advoga, o porteiro que advoga, o empresário que as vezes advoga, nada contra essas profissões ou atividades, mas no futuro, nenhum advogado sobreviverá da advocacia sem tenha uma renda fixa provinda de outra atividade, ou contrato que lhe renda mensalmente um salário, e sem opções os advogados vendem para outros advogados, como são os mentores e professores de cursos que prometem alavancar sua advocacia, a oferta será enorme e os honorários cairão e, aqueles que conseguirem sobreviver da advocacia terão de disparar com força total a metralhadora de protocolar ações por qualquer motivo no judiciário e o que sair é lucro, o que irá agravar um órgão que já é deficitário.

É realmente triste ver o a inércia da OAB, MEC, Judiciário, ou qualquer órgão que venha ser prejudicado com a regurgitação de advogados no mercado, visto os péssimos reflexos que esta situação gera.

Enfim, queria falar tanto que mal consigo me expressar devido à indignação, mas peço desculpas se soei ofensivo em qualquer ponto.

Continuemos na luta, Doutores!
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Aline do Valle, Advogado
Aline do Valle
Comentário · há 8 anos
Jodiel Lima, há uma incongruência no seu pensamento, se refere ao fato de que vestibulares e provas para ingresso em universidades NÃO têm seus resultados definidos com base em racismo e preconceitos. Sendo assim, o motivo EVIDENTE para a política de cotas passa a ser o ensino deficitário que essas pessoas possuem em nível fundamental e médio. Então, conforme o Armpit ali disse, o investimento ideal e prioritário deveria ser o ensino fundamental e médio, para que esses alunos, que, aí sim, incluem grupos que sofrem racismo e preconceito, possam atingir nível de conhecimento adequado para um curso superior.

No mais, eu compreendo cotas para deficientes ou autistas. Cotas para negros e indígenas, assim como para quilombolas, são bem controversas, mas ainda se faz entender, embora seja uma política pública errada em sua origem, pela quantidade de pessoas com essas características recebendo ensino deficitário; agora, cotas para LGBTs simplesmente não fazem sentido. Primeiro porque NADA implica que esses alunos são maioria em escolas públicas. Além disso, gostaria realmente de entender como um transsexual ou travesti sofre preconceito ao fazer uma prova de vestibular. Então um transsexual que estudou em escola pública e recebe o mesmo ensino de um aluno heterossexual possui direito extra? Isso é um absurdo total !

Além disso, lhe falta certa vivência prática. A experiência das universidades públicas mostram que alunos cotistas têm muito mais dificuldades de acompanhar os estudos e o nível acadêmico. O evidentemente correto seria o investimento em ensino de base. Mas o Brasil, mas uma vez, faz merda. Nem é mais novidade.
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